Docentes e estudantes<br>contra reforma educativa
Professores e estudantes voltaram a protestar, dia 13, em Itália, contra a reforma educativa aprovada pelo governo de Matteo Renzi, considerada como um passo para a destruição da escola pública.
Apesar de ter sido convocada apenas por sindicatos minoritários, como Cobas, Unicobas e Anief, a jornada de greve nacional foi marcada por importantes manifestações em várias cidades, nomeadamente Roma, Milão, Turim e Nápoles.
O maior desfile teve lugar na capital italiana, onde vários milhares de professores e estudantes desfilaram até ao parlamento.
A controversa lei 107, também conhecida pela reforma da «buona scuola» (boa escola), tem sido alvo de várias greves e manifestações nos últimos meses.
O governo do Partido Democrático defende o seu diploma, alegando que está a permitir a conversão dos contratos precários.
Na semana passada foram com efeito anunciadas 50 mil contratações sem termo, de um total de cem mil previstas. A própria esposa de Renzi, professora precária há nove anos, recebeu uma carta com a boa notícia da sua contratação definitiva.
No entanto, entre outros aspectos, os docentes contestam a criação da figura do director que «contrata, despede, premeia e castiga», exigem a contratação dos professores com contratos a termo há mais de 36 meses e a valorização dos salários, repudiando os oito euros mensais de aumento previstos no orçamento do Estado para 2016.